Você já teve aquela sensação de acordar, olhar no relógio ao lado da cama, notá-lo marcar exatamente 06:00hrs e pensar assim - Tenho mais 10 minutos, darei mais uma cochilada até o despertador resolver apresentar-me o mundo?
Estava claro, um belo dia de verão, os pássaros cantavam e o sol penetrava fenda adentro. Abri os olhos, me estiquei, catei a roupa dependurada em uma das portas do guarda roupa e fui até o banheiro. Lá notei meu reflexo embaçado a luz do espelho, acertei o cabelo e a barba na medida do possível. Vesti a roupa e rapidamente, sem nem assumir o café com meus cachorros, fui tomar meu destino.
Hoje seria um dia longo, já estava meio atrasado para o acaso. Em meio a atrasos e embaraços estava feliz, pois iria almoçar com a minha avó aproveitando uma brechinha no trabalho. Corrido, corri, cheguei a tempo! A mesa já estava posta! Salada, batata assada, bolinho de carne bem temperado e um delicioso feijão ralado na ora. O sorriso estampado no rosto de vovó bradava a imensa satisfação em ter-me para o banquete. Comemos os dois relembrando as traquinagens e façanhas empreendidas por mim e meu irmão mais novo. Nos divertimos muito, foi um começo de tarde singular.
Próximo de ir embora fui até o banheiro. O reflexo atemporal de meu rosto no espelho insistia em apontar uma figura distorcida, uma ilusão. Um barulho estridente irrompe no instante, fui à busca dele. Ao debruçar na janela e olhar para o alto observei uma tempestade que apoderou-se dos raios solares. Logo, logo a chuva torrencial enveredou pelas escadas abaixo. A casa de vovó é no pé do morro situada entre duas pedreiras. A chuva foi ganhando corpo, ocupando os espaços, umedecendo as pedras, levando tudo que encontrava pela frente. Aparentava o dilúvio divino, parecia findar o mundo, era água em proporções nunca antes refletidas em meus olhos. Outro barulho, agora mais grave que o anterior, estremeceu todo o lugar. Perdi a noção de tempo/espaço, nada mais enxergava somente a terra que agora sobre mim esta.
Onde estou? Que lugar é esse? O que esta acontecendo? Perguntas que imediatamente vieram a cabeça. Estou vivo, acordado, sonhando? Não conseguia respirar direito, o ar me faltava! Tentei relaxar, acalmar meu ímpeto aterrorizado por tamanha fatalidade. Prontamente um filme de meu passado/presente/futuro projetou-se em minha consciência. Pude então aos poucos compreender os mistérios que outrora me assolavam.
Assim, em estado único de contemplação senti-me pertencente do todo, em estado de iluminação me compreendia como obra do sagrado, fruto da intenção universal, um desenho do divino. Agora entendo o sentido de eternidade, da fuga temporal, do desapego ao desejo pessoal, a vida é rara ou rara é a vida? Gaia resolveu presentear-me com o toque de sua intencionalidade, abriu-me os olhos antes embaralhados, e como de súbito, inopinadamente em suspensão estava.
Digo que dificilmente conseguiria retratar a experiência vivida neste minuto, é indescritível, inexplicável, inenarrável, inefável. Luzes de toda parte brindavam a magnitude da natureza, não sou mais eu sou o mundo inteiro, sou possibilidades intermináveis.
Acredito que estou pronto para partir, posso ir, uma paz inunda meu todo ser, parece que algo me chama, estou indo, caminhando lentamente vou chegando. Aproximo-me do mistério, ponho uma das mãos na fechadura da porta que separa-me de completar o trajeto universal. Pacientemente vou entrando, entrando, entrando, entrando. Abro os olhos agora não mais iludidos, são 06:01hrs em meu relógio ao lado da cama.
Estava claro, um belo dia de verão, os pássaros cantavam e o sol penetrava fenda adentro. Abri os olhos, me estiquei, catei a roupa dependurada em uma das portas do guarda roupa e fui até o banheiro. Lá notei meu reflexo embaçado a luz do espelho, acertei o cabelo e a barba na medida do possível. Vesti a roupa e rapidamente, sem nem assumir o café com meus cachorros, fui tomar meu destino.
Hoje seria um dia longo, já estava meio atrasado para o acaso. Em meio a atrasos e embaraços estava feliz, pois iria almoçar com a minha avó aproveitando uma brechinha no trabalho. Corrido, corri, cheguei a tempo! A mesa já estava posta! Salada, batata assada, bolinho de carne bem temperado e um delicioso feijão ralado na ora. O sorriso estampado no rosto de vovó bradava a imensa satisfação em ter-me para o banquete. Comemos os dois relembrando as traquinagens e façanhas empreendidas por mim e meu irmão mais novo. Nos divertimos muito, foi um começo de tarde singular.
Próximo de ir embora fui até o banheiro. O reflexo atemporal de meu rosto no espelho insistia em apontar uma figura distorcida, uma ilusão. Um barulho estridente irrompe no instante, fui à busca dele. Ao debruçar na janela e olhar para o alto observei uma tempestade que apoderou-se dos raios solares. Logo, logo a chuva torrencial enveredou pelas escadas abaixo. A casa de vovó é no pé do morro situada entre duas pedreiras. A chuva foi ganhando corpo, ocupando os espaços, umedecendo as pedras, levando tudo que encontrava pela frente. Aparentava o dilúvio divino, parecia findar o mundo, era água em proporções nunca antes refletidas em meus olhos. Outro barulho, agora mais grave que o anterior, estremeceu todo o lugar. Perdi a noção de tempo/espaço, nada mais enxergava somente a terra que agora sobre mim esta.
Onde estou? Que lugar é esse? O que esta acontecendo? Perguntas que imediatamente vieram a cabeça. Estou vivo, acordado, sonhando? Não conseguia respirar direito, o ar me faltava! Tentei relaxar, acalmar meu ímpeto aterrorizado por tamanha fatalidade. Prontamente um filme de meu passado/presente/futuro projetou-se em minha consciência. Pude então aos poucos compreender os mistérios que outrora me assolavam.
Assim, em estado único de contemplação senti-me pertencente do todo, em estado de iluminação me compreendia como obra do sagrado, fruto da intenção universal, um desenho do divino. Agora entendo o sentido de eternidade, da fuga temporal, do desapego ao desejo pessoal, a vida é rara ou rara é a vida? Gaia resolveu presentear-me com o toque de sua intencionalidade, abriu-me os olhos antes embaralhados, e como de súbito, inopinadamente em suspensão estava.
Digo que dificilmente conseguiria retratar a experiência vivida neste minuto, é indescritível, inexplicável, inenarrável, inefável. Luzes de toda parte brindavam a magnitude da natureza, não sou mais eu sou o mundo inteiro, sou possibilidades intermináveis.
Acredito que estou pronto para partir, posso ir, uma paz inunda meu todo ser, parece que algo me chama, estou indo, caminhando lentamente vou chegando. Aproximo-me do mistério, ponho uma das mãos na fechadura da porta que separa-me de completar o trajeto universal. Pacientemente vou entrando, entrando, entrando, entrando. Abro os olhos agora não mais iludidos, são 06:01hrs em meu relógio ao lado da cama.
Bom, posso dormir mais 9 minutos!
Aos meus amigos(as) que contribuem para minha compreensão do nós!
Ainda em pleno estado de suspensão.
Thadeu
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